domingo, 19 de agosto de 2012

A conversão e a vida simples

A conversão é um ato de Deus na vida daquele que em Cristo foi eleito. Um chamado irresistível que culmina na transformação de valores, interesses e objetivos. A conversão gera na vida do salvo um desejo alegre em submeter-se a vontade de Deus. É uma revolução interior, o nascer do desejo em proceder semelhantemente a Cristo.

Ao olharmos para os primeiros cristãos nos deparamos com a essência desta conversão. Eles demonstram uma mudança radical em seu estilo de vida. Agora suas vidas eram para os outros. A vida simples era evidente e dividir se tornou algo natural e comum.

O convertido segue a lei do amor que transforma a satisfação pessoal dependente da realização e do bem estar do próximo. Isto por entender que na cosmovisão do reino de Deus, todos são corpo ou edifício, no qual um depende do outro.

O convertido a exemplo de Jesus, compreende sua responsabilidade em ser agente de justiça  no seu contexto e combater as práticas e hábitos opressores. E nesta luta ele se envolve com o necessitado e oprimido, assim como seu mestre demonstrou. Para o convertido, ter conforto e ter além do necessário não combina com a vida daquele que diz estar convertido a Deus.

Ao que parece nos dias atuais esta conversão bíblica está cada vez mais escassa. As igrejas estão lotadas, os templos cada vez mais luxuosos, pastores recebendo cada vez mais e nossas ruas com mais andarilhos, famintos e famílias a beira da miséria.

Se nossa paróquia é o mundo como disse J. Wesley; estamos cuidando muito mal dos membros desta enorme igreja.

Cada vez mais crentes, sejam tradicionais ou pentecostais estão a procura dos seus próprios interesses, objetivos e valores. Basta olharmos as músicas mais tocadas nas igrejas. Uma mensagem egoísta, avarenta e diabólica tem tomado conta de púlpitos e cânticos.

Fico a pensar se deste enorme número de crentes, quantos realmente se converteram a Cristo, quantos passaram pela  cruz, quantos amam a Deus mais do que a si mesmos, mais do que seus bens, mais do que suas famílias.

Pregamos a paz e a alegria em Cristo, mas o que se vê é a incessante busca por parte dos cristãos, de paz e alegria no próprio bem estar e conforto. Esquecemos-nos que nosso prazer precisa estar na vontade de Deus, em amá-lo acima de tudo e todos e amar ao próximo, ou seja, fazer pelo próximo ao invés de fazer para você.

Onde estão os convertidos?

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